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A Switch 2 é um enorme sucesso e a Nintendo revelou finalmente os números.

Jovem sentado no sofá a jogar videojogo de corridas numa consola portátil com TV ao fundo.

A Nintendo divulgou o seu relatório financeiro relativo ao último ano fiscal e, finalmente, apresentou números concretos de vendas da Switch 2. E são, sem exagero, impressionantes. Ao mesmo tempo, a Switch original continua a mostrar que ainda tem muito fôlego no mercado.

Switch 2: um arranque histórico segundo a Nintendo

Havia dúvidas de que a história pudesse ser diferente? Lançada em junho de 2025, a Switch 2 está a revelar-se um êxito de grande dimensão. A própria Nintendo confirma-o no seu balanço, com dados detalhados: a nova consola já atingiu 17,37 milhões de unidades vendidas, incluindo 4 milhões só na Europa.

Para contextualizar o desempenho, a empresa colocou a Switch 2 lado a lado com a primeira Switch. A fasquia das 15 milhões de unidades foi alcançada em 30 semanas na nova consola, enquanto a Switch de 2017 precisou de mais de 45 semanas para chegar ao mesmo patamar. Este resultado foi impulsionado por um lançamento particularmente forte: na primeira semana, em junho, foram vendidas mais de 3 milhões de Switch 2.

Switch: a consola que não abranda

Apesar de a atenção mediática estar concentrada na Switch 2, a Switch original continua longe de ser uma nota de rodapé. A consola, que completa nove anos este ano, soma 155,37 milhões de unidades desde que chegou às lojas em 2017. Este número coloca-a como a consola Nintendo mais vendida de sempre.

No ranking global, permanece atrás da PlayStation 2 (160 milhões), mas há uma diferença importante: ao contrário da PS2, a Switch continua a ser comercializada, o que mantém em aberto a possibilidade de ultrapassagem nos próximos anos, se o ritmo se sustentar.

Jogos first party: Mario Kart World lidera nas vendas

A Nintendo também destacou a prestação dos seus jogos first party, com resultados muito sólidos. O grande destaque vai para Mario Kart World, que, apesar de um preço considerado elevado, já vendeu 14 milhões de cópias. Parte deste sucesso explica-se pela disponibilidade em pack com a consola, o que aumenta significativamente a adesão no arranque de uma nova plataforma.

Outros números divulgados:

  • Donkey Kong Bananza: 4,25 milhões de cópias
  • Pokémon Legends: ZA (Switch e Switch 2): 12 milhões de cópias

Já no caso do mais recente título de grande orçamento, Metroid Prime 4: Beyond, a Nintendo não apresentou, para já, qualquer total de vendas.

Um futuro brilhante para a Switch 2… ou um caminho mais difícil?

À primeira vista, seria fácil assumir que a Switch 2 vai continuar a crescer ao mesmo ritmo e com o mesmo entusiasmo. No entanto, o cenário para os fabricantes de consolas tende a complicar-se. A chamada crise da RAM está a atingir o sector de forma transversal e, mesmo que não esteja prevista uma subida de preço da Switch 2 no curto prazo, a ideia de um ajustamento mais à frente parece cada vez mais plausível.

Este tipo de pressão sobre componentes não afecta apenas custos: pode também condicionar a produção, a disponibilidade em loja e o calendário de lançamentos de hardware (incluindo edições especiais). Para mercados como o português, onde a sensibilidade ao preço é elevada, qualquer aumento pode ter impacto directo na procura - sobretudo fora dos períodos de promoções e bundles.

Exclusivos da Switch 2: mais jogos anunciados, mas falta “peso” de marca

Além da questão do hardware, há outro ponto crítico: a Switch 2 precisa de reforçar a sua proposta de valor através de exclusivos com maior impacto. Estão a caminho títulos como Mario Tennis Fever, Pokémon Pokopia e Yoshi and the Mysterious Book. Podem muito bem ser jogos de qualidade, mas não têm, à partida, o mesmo magnetismo de franquias “de topo” - como The Legend of Zelda, que foi determinante para o sucesso inicial da Switch original.

Outro factor que pode ajudar a manter o ecossistema saudável é a forma como a Nintendo gere a transição entre gerações: compatibilidade com bibliotecas existentes, melhorias de desempenho em jogos anteriores e uma comunicação clara sobre upgrades. Numa plataforma híbrida, onde muitos jogadores alternam entre portátil e televisão, pequenos avanços na autonomia, no ecrã e na estabilidade do desempenho podem pesar tanto como um único grande exclusivo.

Fica a expectativa de um Nintendo Direct em breve, onde a empresa de Quioto apresente anúncios mais robustos e mostre, sem reservas, o que a Switch 2 ainda tem para revelar.

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