World of Warcraft recebe hoje uma nova actualização que introduz uma funcionalidade aguardada pelos jogadores há mais de vinte anos: o housing (habitação). A partir de agora, qualquer pessoa pode ter uma casa personalizável, decorá-la e abrir as portas a amigos. Eis como funciona.
Depois de anos de pedidos desde 2004, a Blizzard lança finalmente esta novidade para o seu veterano MMORPG - e a mudança promete marcar o dia-a-dia em Azeroth.
O patch 11.2.7, intitulado O Aviso, funciona como prólogo de Midnight, a próxima expansão com lançamento previsto para 3 de março de 2026. Além de novas missões e de uma armadura ancestral, a actualização traz os logis: um sistema de housing que permite comprar um terreno, construir a casa, mobilá-la e receber visitas. Para começar, basta entrar no jogo.
A seguir, explicamos tudo em quatro pontos.
1) É preciso ser “hardcore” para ter uma casa em World of Warcraft?
Não. O sistema de logis não foi feito apenas para jogadores de nível alto ou para quem passa a vida em raids. Toda a gente pode aderir - incluindo quem não joga há muito tempo, ou até quem nunca chegou a iniciar World of Warcraft mas quer experimentar. Em suma: até os novatos conseguem ter um tecto.
Há apenas duas condições para garantir o seu cantinho:
- Ter feito a pré-compra de Midnight, a próxima expansão.
- Juntar algum ouro, porque a casa custa 1000 peças de ouro.
Não é um valor assustador: um jogador novo consegue reunir essa quantia com poucas horas de jogo, sem grandes malabarismos.
2) Onde ficam as casas (logis)?
As casas não aparecem espalhadas pelo mundo aberto. Em vez disso, existem em bairros instanciados (zonas separadas do exterior), aos quais se acede através das capitais de cada facção.
De momento, há dois bairros disponíveis:
- Cabo do Fundador, para a Alliance
- Rivagens de Corta-vento, para a Horde
Cada bairro tem identidade própria e biomas diferentes, por isso vale a pena explorar e escolher o que combina consigo. Em cada um existe cerca de cinquenta parcelas disponíveis para compra. Depois de adquirir um terreno, o passo seguinte é levantar a sua casa.
Convém saber que existem dois tipos de bairros:
- Privados, reservados a guildas
- Públicos, onde se vive lado a lado com jogadores desconhecidos
Nos bairros públicos, os seus vizinhos tendem a manter-se consistentes entre sessões - ou seja, quando voltar a ligar-se, é provável que continue “na mesma rua”, com as mesmas pessoas ao lado. A Blizzard também preparou missões comunitárias para melhorar os bairros e incentivar a convivência entre jogadores.
E se a convivência correr mal? Não precisa de recorrer a qualquer “árbitro” de discussões: pode mudar de instância com um clique, mantendo todas as alterações e decorações. Continua a ser dono da mesma parcela, mas passa a ter novos vizinhos.
3) Como se compra uma casa e quantas é que posso ter?
Na primeira visita ao bairro, o jogo guia-o através de uma curta sequência de missões que explica o sistema passo a passo.
Tudo começa pela escolha do terreno. Prefere:
- um lote junto ao mar,
- um canto nas montanhas,
- ou um espaço no meio da floresta?
A decisão é sua. Se a parcela ideal já estiver ocupada, não há drama: pode simplesmente trocar de instância (existem milhares) até encontrar uma disponível.
Quando tiver escolhido, a compra faz-se de forma directa: basta clicar no painel em frente ao terreno e pagar as 1000 peças de ouro. Feito isso, passa a ser proprietário - de forma bastante mais simples do que no mundo real.
Quanto ao limite, cada jogador pode ter duas casas:
- uma do lado da Alliance
- e outra do lado da Horde
A única exigência é ter um personagem da facção associada ao bairro onde quer residir. E, se joga com ambas as facções, há um detalhe importante: é possível circular pelo bairro da Alliance mesmo sendo Horde e vice-versa. Portanto, não estranhe ver um orc ou um troll a passear tranquilamente entre casas da Alliance.
4) Dá para decorar a casa? (Sim - e bastante)
Depois de construir, vem a parte que torna o housing realmente viciante: a decoração. A Blizzard criou uma ferramenta fácil de aprender:
- No exterior, pode alterar o aspecto da construção (por exemplo, adicionar torres ou janelas).
- No interior, pode acrescentar divisões conforme quiser.
Não existe uma limitação rígida de espaço: por “magia de Azeroth”, o interior pode ser muito, muito maior do que o exterior sugere.
A seguir, é altura de mobilar. Há centenas de objectos disponíveis através de um menu simples e visual. Coloque cadeiras, camas e lareiras exactamente como entender. Para quem gosta de decoração sem limites, existe até a possibilidade de desactivar colisões dos objectos, abrindo espaço para composições mais criativas. Por fim, também pode pintar paredes, chão e tecto.
A decoração não serve apenas para ficar bonito: os outros jogadores podem visitar a sua casa, o que transforma os bairros num ponto de encontro e de descoberta constante.
Naturalmente, a Blizzard já confirmou que, no futuro, vão existir muitos mais itens para desbloquear através de missões, raids e eventos. Aqui, os jogadores veteranos acabam por sair a ganhar, porque alguns móveis são atribuídos de forma retroactiva, com base em feitos e progressos do passado.
Dica extra: visitas, partilha e etiqueta nos bairros de housing em World of Warcraft
Mesmo que o objectivo seja socializar, vale a pena encarar os logis como um espaço com regras informais. Antes de convidar pessoas, combine se a visita é só para “ver a casa” ou se é para ajudar a testar layouts e ideias. E, quando visitar outros jogadores, evite mexer em elementos (se existirem permissões) sem pedir - a graça do housing está precisamente em respeitar o estilo e o esforço de cada um.
O impacto do housing na rotina do jogo (e porque parece para ficar)
Durante a beta de Midnight, ficou claro que o housing tem potencial para mudar hábitos: os fãs passam regularmente pelos bairros, afinam a casa, observam o que os outros criaram e acabam por se cruzar, cumprimentar e visitar as moradas uns dos outros. É um ciclo social surpreendentemente divertido.
Ainda assim, por agora nota-se alguma falta de variedade, sobretudo no que toca a móveis e personalização exterior. A Blizzard, porém, já indicou que vai expandir o catálogo de forma contínua, com novos objectos ao longo do tempo. E há uma garantia importante: o housing tem tudo para permanecer como sistema central, não parecendo uma funcionalidade temporária que desapareça depois de Midnight.
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