A Nvidia chega ao CES 2026, em Las Vegas, com um conjunto robusto de novidades para os seus GPU orientados para gaming - uma área que continua a ser o seu “ADN”. Entre os destaques estão melhorias significativas em DLSS 4.5, pensadas para elevar a qualidade de imagem e a fluidez, e anúncios importantes para o ecossistema de GeForce NOW, o serviço de cloud gaming da marca.
DLSS 4.5 da Nvidia: mais qualidade e fluidez em 4K acima de 240 fps
A grande novidade do lado do rendering é o DLSS 4.5 (Deep Learning Super Sampling), tecnologia que passa a desempenhar um papel ainda mais determinante ao gerar imagens adicionais e tornar mais viável jogar em 4K com taxas muito elevadas - incluindo cenários acima de 240 imagens por segundo.
No centro desta actualização está uma nova versão de DLSS Super Resolution, concebida para melhorar a qualidade de imagem em mais de 400 jogos, com suporte transversal a todos os GPU GeForce RTX. Na prática, isto significa ganhos tanto na nitidez e estabilidade de imagem como na suavidade do movimento, com menor penalização de desempenho face a abordagens tradicionais de aumento de resolução.
GeForce RTX 50 Series: Dynamic Multi Frame Generation e 6X Multi Frame Generation
Para computadores equipados com GeForce RTX 50 Series, a Nvidia vai ainda disponibilizar Dynamic Multi Frame Generation, incluindo um modo 6X Multi Frame Generation. Em modelos compatíveis, esta funcionalidade permite gerar artificialmente até cinco imagens extra por cada imagem renderizada de forma convencional.
O resultado esperado é um salto de fluidez que pode levar a experiências acima de 240 fps, com um nível de suavidade de gameplay muito elevado. A Nvidia indica que esta funcionalidade deverá chegar na primavera.
GeForce NOW no Linux: aplicação nativa com suporte a Ubuntu 24.04
Em paralelo com as novidades para placas gráficas, a Nvidia anunciou melhorias relevantes para os utilizadores do GeForce NOW, o seu serviço de cloud gaming. Este serviço permite jogar por streaming, tornando possível aceder a títulos exigentes mesmo sem hardware local de topo, já que o processamento gráfico é feito na cloud.
A mudança mais pedida pela comunidade chega finalmente: uma aplicação nativa do GeForce NOW para Linux. Com isto, passa a ser possível utilizar o serviço neste sistema operativo sem recorrer a soluções não oficiais e sem depender de um navegador.
Segundo a Nvidia, a aplicação será suportada por Ubuntu 24.04 e distribuições posteriores, e permitirá transformar sistemas compatíveis em verdadeiras plataformas de jogo “como se” tivessem GeForce RTX, ao transmitir jogos suportados a até 5K e 120 fps ou 1080p e 360 fps.
O contexto: fim do suporte do Windows 10 acelera alternativas como Linux
Este anúncio surge numa altura particularmente oportuna: com o fim do suporte do Windows 10, muitas pessoas poderão ser forçadas a procurar alternativas - incluindo migrar para Linux - especialmente quando o equipamento não cumpre os requisitos técnicos do Windows 11.
Ao disponibilizar um cliente nativo, a Nvidia reduz fricção na adopção do Linux por parte de jogadores que querem manter acesso simples a uma biblioteca moderna e exigente através do cloud gaming.
GeForce NOW também chega ao Fire TV da Amazon (Fire TV Stick)
A Nvidia expandiu ainda o alcance do GeForce NOW para a plataforma Fire TV da Amazon, através de uma nova aplicação. Para já, os dispositivos anunciados como compatíveis são:
- Fire TV Stick 4K Plus (2.ª geração)
- Fire TV Stick 4K Max (2.ª geração)
Tal como noutras plataformas suportadas, estes equipamentos podem ser convertidos numa “máquina de gaming” baseada em GPU RTX, graças ao streaming de jogos via cloud.
O que muda na prática: requisitos de rede e experiência de utilização no cloud gaming
Para tirar partido de resoluções elevadas como 5K ou de taxas como 120 fps e 360 fps, a qualidade da ligação continua a ser decisiva. Uma rede estável (idealmente por Ethernet ou Wi‑Fi de alto desempenho), baixa latência e bom peering com os servidores do serviço têm impacto directo na resposta dos controlos e na consistência da imagem.
Também vale a pena considerar que o cloud gaming pode reduzir a necessidade de actualizações frequentes de hardware local, mas coloca maior ênfase em factores como consumo de dados, qualidade do router e condições de rede doméstica - aspectos que podem determinar se a experiência se aproxima de uma consola/PC local ou se fica limitada por artefactos de compressão e variações de latência.
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