Durante vários dias, pusemos à prova até onde consegue ir o novo OMEN MAX 16.
Quem vive os videojogos a sério - e aproveita o tempo livre para somar horas de jogo - sabe que o hardware não é um detalhe: é o que separa uma experiência fluida de uma sessão arruinada por quebras de desempenho. Por muito talento e vontade que existam, uma máquina que não acompanha acaba por trazer lag, engasgos e artefactos visuais exatamente quando menos se quer.
O OMEN MAX 16 nasce da parceria entre a HP, nome histórico da informática e referência em PCs para jogadores, e a NVIDIA, reconhecida pelas suas placas gráficas de topo. O objetivo é claro: disponibilizar um portátil capaz de esticar os limites do gaming atual. Testámo-lo em vários títulos para perceber, na prática, do que é capaz.
Ecrã QHD e som HyperX: imersão total no OMEN MAX 16 (HP + NVIDIA)
Antes de entrarmos na potência, vale a pena começar pelo impacto imediato ao ligar o equipamento: o ecrã QHD de 16 polegadas, com painel IPS e brilho até 500 nits. A taxa de atualização de 240 Hz é particularmente indicada para jogos rápidos e para títulos AAA - e, nos nossos testes, a sensação de fluidez foi mesmo notável. A nitidez dos detalhes, a estabilidade da imagem e a resposta visual deram-nos aquela impressão rara de estar “dentro” do jogo.
A acompanhar o ecrã, a HP integrou colunas estéreo HyperX, que entregam um áudio envolvente, com profundidade e presença. Em cenas de ação, diálogos e ambientes sonoros mais densos, esta componente faz uma diferença real na imersão.
Feito para jogar: GeForce RTX 5070Ti, Blackwell, ray tracing e NVIDIA DLSS 4
A filosofia do OMEN MAX 16 é direta: foi pensado de raiz para jogadores. No interior, encontramos a NVIDIA GeForce RTX 5070Ti, suportada pela arquitetura Blackwell, pelo NVIDIA DLSS 4 e por ray tracing integral.
Quer o plano fosse perdermo-nos num fim de semana em God of War, entrar em partidas intensas em Battlefield 6 ou explorar a cidade de Cyberpunk 2077, o portátil respondeu com uma consistência que transformou as nossas sessões. Mesmo quando puxámos por jogos mais pesados, o comportamento manteve-se sólido.
Um dos destaques foi o NVIDIA DLSS 4 com suporte de IA, que ajuda a baixar a latência e a elevar a qualidade de imagem de forma percetível. O ponto mais impressionante é a funcionalidade de geração multi-imagens do DLSS: o computador pode criar até 3 imagens por fotograma a apresentar, aumentando de forma significativa os fotogramas por segundo - com latência mais baixa e excelente qualidade visual.
Potência bruta para jogos exigentes (e também para criação)
A base deste desempenho assenta num conjunto de componentes robusto: Intel Core Ultra 7 255HX, 32 GB de RAM DDR5 e um SSD de 1 TB. O resultado é um sistema rápido, responsivo e muito estável. Nos títulos mais exigentes, não encontrámos quebras de ritmo - e mesmo após várias horas seguidas, não sentimos o equipamento “ceder”.
E não é só para jogar. Esta configuração também se revela uma aliada para quem cria conteúdo, porque aplicações criativas podem ser tão ou mais pesadas do que muitos jogos. Para testar esse lado, colocámos o OMEN MAX 16 a trabalhar com Photoshop, Final Cut e After Effects, por vezes com mais do que um programa aberto em simultâneo. O veredito foi claro: aguenta sem dificuldade.
Aqui, entra também o NVIDIA Studio, que combina o desempenho dos GPUs RTX com aceleração por IA para tornar fluxos de trabalho mais fluidos, mais rápidos e com maior clareza - uma mais-valia evidente para criadores.
Apesar de toda esta capacidade, a gestão térmica mantém-se bem controlada graças a um sistema de arrefecimento avançado com ventoinhas com limpeza automática, metal líquido, câmara de vapor e a tecnologia NVIDIA Max-Q.
Design, transportabilidade e autonomia: um portátil gaming que não prende à secretária
Ao abrir a caixa do OMEN MAX 16, o que sobressai é o equilíbrio entre elegância e identidade gaming. Mesmo sendo um portátil claramente vocacionado para desempenho, mantém um aspeto cuidado e continua a ser viável para transportar. Com 2,68 kg, não é um ultraleve - mas, considerando o conjunto de especificações, é um compromisso bastante razoável. No nosso caso, deu para o levar numa mala para um fim de semana sem dramas.
A autonomia foi, honestamente, uma surpresa muito positiva. Conseguimos jogar durante quase 6 horas sem passar pela tomada, algo que nem sempre é comum em portáteis orientados para gaming. Para quem alterna entre casa, trabalho e deslocações, isto pesa (e muito) na decisão.
O que também vale a pena considerar ao escolher um portátil gaming
Num portátil desta categoria, além de desempenho e ecrã, há aspetos que muitas vezes determinam o conforto de uso no dia a dia: ergonomia, ruído em carga, e a forma como o sistema se comporta em sessões longas. Um bom arrefecimento não serve apenas para números em testes - ajuda a manter a consistência de desempenho e a evitar variações incómodas ao fim de várias horas.
Outro ponto relevante é o tipo de utilização: quem joga e também edita vídeo, trata imagens ou faz streaming beneficia especialmente de uma configuração equilibrada (CPU, RAM e GPU) e de tecnologias como o NVIDIA Studio e o NVIDIA DLSS 4, que acrescentam ganhos práticos tanto em produtividade como em gaming.
No conjunto, o OMEN MAX 16 afirma-se como uma máquina de alto nível: junta potência, imersão e mobilidade. A parceria HP + NVIDIA resultou num portátil preparado para jogadores exigentes e, ao mesmo tempo, capaz de acompanhar trabalho criativo sem esforço. Nos nossos testes, ficámos impressionados não só com o desempenho, mas também com a autonomia.
Neste momento, o OMEN MAX 16 está disponível por 1.939 € em vez de 2.599 €, com o código promocional PRCIT25HP. A campanha termina a 2 de dezembro de 2025 - depois dessa data, já não será possível aproveitar. É uma oportunidade muito interessante para quem quer um portátil gaming de topo.
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